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domingo, 30 de setembro de 2012

História e ideário do Black Metal norueguês

     

       Uma das principais figuras da original cena da Noruega foi Øystein Aarseth, mais conhecido como Euronymous apesar de gay (Black Metal cultua idéias neo-nazistas) e meio odiado, o guitarrista da banda Mayhem. De muitas maneiras, ele foi o precursor da cena do Black Metal na Noruega. A cena era profundamente anti-cristã, e procurou remover o Cristianismo e outras religiões não escandinavas da cultura norueguesa e tudo o mais que afetava as raízes da Noruega. Isso conduziu à mobilização de algumas pessoas com uma ideologia semelhante para a cena Black Metal. A maior parte deste movimento foi dirigida pelo Inner Circle, inventado por Aarseth pois nunca existiu,segundo Aarseth ficava no sótão de sua loja de discos Helvete (Inferno). Essa loja servia de estúdio de gravação, e foi aí que foram gravados os discos do Mayhem e de outras bandas de Black Metal que assinaram com o selo do Aarseth, chamado de Deathlike Silence Productions. Ele só assinava bandas que "encarnavam o demônio em seu estado mais puro". Fragmento da Entrevista de Vrag para Björn Hallberg: 'O que é o Inner Circle? Você ainda é ativo nele? Ha ha, eu estou surpreso por ainda me perguntarem isso. Nunca existiu um "Inner Circle", exceto na cabeça de Aarseth/Euronymous, que queria se fazer mais interessante criando algo como um "misterioso Inner Circle". Era apenas um produto da fantasia dele que nunca existiu. As revistas de música britânicas engoliram esta história estúpida, ou apenas fingiram acreditar para ter alguma coisa sobre o que escrever. Eu não sei. Apesar disso, eu devo dizer que nós - outros caras que tocavam metal - também encenávamos e não fazíamos nada para desmentir a existência deste Inner Circle, não fazíamos nada para espalhar que era apenas um produto da imaginação de Aarseth. Agora que eu estou falando sobre isso, posso dizer que esta foi mais uma das mentiras de Aarseth que eu fiz questão de desmascarar, e uma outra razão para ele me odiar ou me matar antes de parecer um idiota completo ao mundo.'

        Durante esse tempo na Noruega diversas igrejas foram queimadas, e o círculo de Aarseth foi acusado desses atos. Negaram, contudo terem queimado as igrejas, reclamando que o seu objectivo era inspirar seus seguidores a perpetuar o orgulho escandinavo e não deixar que suas origens fossem esquecidas. A mais famosa das igrejas queimadas foi a de Fantoft Stave, queimada por um membro do imaginário "Inner Circle" que seria e criaria uma banda chamada Burzum, Kristian "Varg" Vikernes, mais conhecido como Count Grishnakh. Os entusiastas do Black Metal também começaram a "aterrorizar", outras bandas de Death Metal que estavam tocando no país e nos países vizinhos.

        A cena do Black Metal ganhou uma grande repercussão na mídia quando o vocalista da banda Mayhem, Per Yngve Ohlin, que adotava o pseudônimo "Dead", cometeu suícidio em Abril de 1991 com um tiro de espingarda na cabeça que pertencia a Kristian Kvisling Larsson Vikernes(Count Grishnakh), depois de ter cortado os pulsos e garganta. Devido o seu grande senso de humor mórbido, deixou escrito: "Desculpe todo o sangue". Seu corpo foi descoberto por Aarseth, que em vez de chamar a polícia, foi correndo para a loja mais próxima comprar uma câmera, que serviu para tirar fotografias do cadáver. Uma dessas fotografias serviu de capa para o álbum "Dawn of the black hearts", do Mayhem que era um registro de antigas gravações ao vivo e foi lançado como uma forma de homenagem póstuma ao Dead. Boatos dizem que Euronymous fez amuletos dos fragmentos do crânio de Ohlin, e que ingeriu pedaços de seu cérebro.

       Após toda tragédia, o Mayhem lança 'De Mysteriis dom Sathanas', um álbum aclamado por muitos como o melhor de sua carreira. Com Átila Csihar nos vocais, no lugar de Dead e Vrag no baixo. O disco fora um sucesso mas Varg estava descontente.

      O "Inner Circle" foi mais exposto na mídia quando, em 1993, Vikernes assassinou Aarseth em sua casa, o esfaqueando 23 vezes na cabeça e nas costas. Vikernes foi setenciado a 21 anos de prisão e desde então distanciou-se da cena Black Metal, envolvendo-se no neo-nazismo, e escrevendo extensos artigos sobre o tema.

      Versão de Varg para o assasinato: "Fui para Oslo pegar uns discos e levar um contrato para o Aarseth, nunca com a intenção de mata-lo. Eu sempre levo armas comigo. Tinha três facas e mais quatro punhais, um machado, uma baioneta e um taco de beisebol no carro. Sempre carrego um monte de armas para o caso de algo acontecer. Toquei a campainha e Aarseth abriu a porta. Parecia cansado, vestia apenas uma cueca. Entreguei o contrato e, de repente começamos a discutir. Entre outras coisas, ele me acusava de dizer merdas sem sentido. Começou a bater em mim. Os covardes ameaçam, os fortes agem. Ele chutou meu peito. Me assustei e o empurrei. Quando se levantou, Aarseth começou a correr em direção a cozinha. Tenho certeza de que procurava uma faca, então peguei uma das minhas e o esfaqueei para que ele não chegasse até a cozinha. Gritou por socorro. Fiquei louco. Ele correu para a entrada da casa e eu fui atrás. Continuei a esfaqueá-lo para que calasse a boca. Meti a faca nele porque estava com raiva. Ele gritava por socorro ao invés de lutar". Sabe-se que um dos motivos para as desavenças entre Varg e Euronymous diz respeito ao lançamento de "Aske", um mini-EP do Burzum, pelo selo de Aarseth. Conta Varg: "Quando o EP foi lançado, eu dei uma entrevista com o propósito de promover o disco. O resultado disso foi que acabei sendo preso pelo incêndio das igrejas. Quando saí da cadeia, Aarseth ainda não tinha lançado o EP." Aarseth era gay isso aumentou a raiva de Varg por ele. Hoje Varg é conhecido por Count Grishnackh(Conde da Noite Cinzenta) e não apoia mais o Black Metal, hoje faz Metal Ariano Noruegues.

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